A COVID-19, doença causada por coronavírus descoberto na China no final de 2019, pode causar desde uma infecção assintomática a quadro respiratório grave, segundo o Ministério da Saúde. Enquanto acredita-se que aproximadamente 80% dos casos são assintomáticos ou leves, uma série de cuidados são recomendados para evitar o contágio e proliferação da doença.

Por se tratar de um vírus altamente transmissível, diversas precauções têm sido tomadas mundialmente para conter a pandemia desde o início do ano. No Brasil, tanto o governo Federal, quanto os governos Estaduais e Municipais se encarregaram de intervir adequadamente para que as medidas preventivas fossem respeitadas pela população. Muitos setores foram afetados por essas medidas, que incluíram o fechamento de empresas, estabelecimentos comerciais, escritórios, fábricas e outros. Muitas empresas, mesmo não permanecendo fechadas durante todo este período, tiveram suas rotinas de trabalho alteradas por meio da adoção do teletrabalho, redução do quadro de funcionários e aumento dos cuidados com a higiene.

No Brasil, enquanto os governos começam a traçar estratégias para flexibilizar as restrições e liberar aos poucos o retorno das atividades, empresários devem acompanhar este cenário e pensar nas suas estratégias para continuar protegendo a saúde de seus clientes, fornecedores e principalmente colaboradores.

Demonstrar preocupação com a preservação da saúde dos clientes que visitam as instalações da empresa pode ser um fator determinante na hora do cliente escolher qual estabelecimento ele vai frequentar. É previsto que as pessoas em geral estejam mais propensas a frequentar locais onde fique evidenciado que o risco de contaminação é baixo. O uso de máscaras e/ou luvas por parte dos funcionários do local pode ser um indicativo disso.

Da mesma forma, as empresas podem também exigir de seus fornecedores que tomem determinadas precauções para preservar a saúde de todos que terão contato com o material ou prestador de serviço. Portanto, as medidas preventivas podem e devem abranger também os fornecedores e até mesmo visitantes com quem os funcionários têm interação, para evitar a disseminação da doença internamente.

Por fim, e talvez o mais importante, manter as medidas para preservação da saúde dos colaboradores é essencial para garantir o funcionamento da empresa, evitar o alto índice de absenteísmo por atestados médicos e até mesmo problemas de saúde mais graves. As ações mais comumente realizadas e recomendados pelas empresas para prevenção da doença no ambiente de trabalho são:

•            Conscientizar os funcionários sobre a importância da lavagem das mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou fazer uso de álcool em gel (70%). É comprovado que a contaminação ocorre em sua maioria por meio do contato das mãos com pessoas ou superfícies contaminadas e posterior contato da mão na boca, ouvido, nariz e olhos. Quanto mais frequente for a higienização das mãos, melhor. Por isso, é recomendado que as empresas disponibilizem sabão e álcool em gel 70% para os colaboradores.

•            Orientar os funcionários que, ao tossir ou espirrar, devem cobrir nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos. Após tossir ou espirrar, recomendar que seja feita a higienização adequada das mãos, braço e ambiente em volta.

•            Garantir que os colaboradores mantenham uma distância mínima de cerca de 2 metros, através da rearrumação das mesas e cadeiras, se possível.

•            Evitar reuniões presenciais, em ambientes fechados e pequenos. Dar preferência para reuniões virtuais, com vídeo, em que ainda seja possível manter uma relação próxima das pessoas.

•            Aumentar a rotina de higienização com produto adequado dos postos de trabalho, áreas comuns e outros locais muito frequentados diariamente, como por exemplo banheiros, recepção, catracas, cozinha/refeitório, ônibus/veículo corporativo, relógio de ponto e bebedouros. Cada funcionário poderá ficar responsável por realizar a higienização de sua mesa, cadeira, equipamentos etc.

•            Disponibilizar objetos de uso pessoal individuais para os colaboradores, se aplicável, como talheres, toalhas, pratos e copos.

•            Manter os ambientes limpos e bem ventilados.

•            Evitar circulação de pessoas em excesso na empresa, mantendo o quantitativo mínimo necessário para o funcionamento e evitando visitantes que não sejam requeridos.

•            Realizar o acompanhamento da saúde dos colaboradores, identificando possíveis manifestações da doença e possibilitar que essas pessoas fiquem em casa até melhorar.

•            Disponibilizar máscaras descartáveis ou feitas de tecido em quantidade adequada para que os colaboradores as usem durante o expediente e nos trajetos de ida à empresa e retorno para casa.

Dentre todas as iniciativas importantes que as empresas podem ter para conter a contaminação nas suas equipes, a mais relevante delas talvez seja manter os colaboradores informados e conscientes sobre todas a importância dessas medidas preventivas, certificando de que todos tem clareza do seu papel no combate à doença e estão cumprindo com as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde.